top 10 the kinks

the kinks

Já que é pra tripudiar da Inglaterra, vou do tom satírico da trilogia de Lindsay Anderson à ironia ácida dos Kinks. Agora um top 10, dos mais difíceis, com as minhas canções favoritas da maravilhosa banda inglesa. Complicado escolher as melhores dos Kinks, Ray Davies é um dos sujeitos mais inspirados e versáteis do rock. Sabe escrever uma canção de amor e sabe achincalhar todo mundo. E tudo com a mesma classe. Como diz Pete Townshend, é um verdadeiro cronista da sociedade inglesa.

10 – Nothin’ in the World Can Stop Me From Worryin’ ‘Bout That Girl (1965)

De um disco subestimado que adoro, o Kinda Kinks. Gosto porque tem bastante violão, é quase um disco de folk inglês. E essa música é de uma simplicidade muito bonita.

9 – This Time Tomorrow (1970)

Provavelmente não entraria aqui antes de Amantes Constantes, de Phillipe Garrel. É impossível pensar no grande filme da década e não começar a cantarolar a canção, que retrata muito bem a passagem da década de 60 para a de 70.

8 – Till The End of The Day (1965)

Três acordes introduzem: “baby I feel good!” Ainda termina com um proto-hardcore. Não é preciso dizer mais nada.

7 – Lazy Old Sun (1967)

Pérola psicodélica de uma banda que não se rendeu aos modismos da Swingin’ London. Pelo contrário, Ray Davies sempre se manteve como um observador atento, alguém que conseguia buscar toda a beleza do que estava acontecendo e, ao mesmo tempo, debochar de tudo que era ridículo.

6 – Where Have All the Good Times Gone (1965)

Um hino. Só Ray Davies pra colocar numa música teoricamente saudosista, versos como “Ma and Pa look back at all the things they used to do, Didn’t have no money and they always told the truth, Daddy didn’t have no toys, And mummy didn’t need no boys”.

5 – Picture Book (1968)

Outro primor de letra. Ray Davies continua satirizando a família, dessa vez com o gancho do álbum de fotografias. O que dizer de: “picture book, pictures of your mama, taken by your papa a long time ago. Picture book, of people with each other, to prove they love each other a long ago”.

4 – All Day and All of the Night (1964)

Pode ser absurdo não ter na lista o hino You Really Got Me, mas dentro do repertório mais agressivo do início dos Kinks, fico com All Day and All of The Night. Depois dela, qualquer coisa soa leve. E a brutalidade ganha proporções ainda maiores no maravilhoso e tosquíssimo solo de guitarra de Dave Davies.

3 – Waterloo Sunset (1967)

Uma das canções mais bonitas dos anos 60. Por mais que Ray Davies negue até hoje, é bonito imaginar Terence Stamp e Julie Christie passeando de mãos dadas nas noites de sexta-feira em Waterloo.

2 – Sunny Afternoon (1966)

Acho que tenho fixação com o solzinho dos Kinks. E novamente Ray Davies homenageia a mãe com todo o carinho do mundo: “save me, save me, save me from this squeeze. I got a big fat mama trying to break me”. Maravilhosa.

1 – Shangri-La (1969)

Épica. A minha canção preferida do meu disco favorito dos Kinks, Arthur or The Decline and The Fall of The British Empire. É um disco que funciona bem em sua totalidade, dificilmente ouço alguma canção avulsa. Mas Shangri-La é de uma harmonia tão rica, de uma letra tão inspirada… Ainda prova que Ray Davies é, também, um grande cantor.

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