the byrds – discografia

Um pequeno apreço sobre a discografia de uma das bandas mais importantes da história do rock. Se algum grupo merece o rótulo de inventor, esse é o The Byrds. Durante a sua trajetória, participou ativamente da invenção de três gêneros musicais que perduram até hoje: o folk-rock, a psicodelia e o country-rock.

Mr. Tambourine Man Mr. Tambourine Man (1965) 5 estrelas

Maravilhoso do início ao fim. Está tudo aqui: o jingle jangle revolucionário da Rickenbacker 12 cordas de Roger McGuinn, as harmonias de David Crosby, as canções de Gene Clark, as versões de Dylan… Essencial. Top: Mr. Tambourine Man, I’ll Feel A Whole Lot Better e Chimes of Freedom.

turn-turn-turn Turn! Turn! Turn! (1965) 4meia estrelas

Mais do mesmo. Continua tudo aqui: Rickenbacker, as harmonias vocais, as canções de Gene Clark,  versões de Dylan… É quase tão bom quanto o disco de estréia. Só não leva 5 pela repetição. Top:  Turn!Turn!Turn!, Set You Free This Time e He Was a Friend of Mine.

Fifth Dimension Fifth Dimension (1966) 5

Não é um disco perfeito. Captain Soul e 2-4-2 Fox Trot parecem encher linguiça. Mas como não dar cinco estrelas para um disco de tamanha importância e que ainda por cima traz uma porção de canções emocionantes? Top: Mr. Spaceman, Wild Mountain Thyme e Eight Miles High.

Younger Than Yesterday

Younger Than Yesterday (1967) 5 estrelas

O ápice psicodélico dos Byrds. Obra-prima daquelas que justificam o rótulo de 1967 ser o ano das obras-primas. Aqui, o baixista Chris Hillman toma a dianteira e compõe boa parte das canções. Top: Everybody’s Been Burned, Renaissance Fair e So You Want To Be a Rock’n’Roll Star.

Notorious Byrds Brothers Notorious Byrds Brothers (1968) 5 estrelas

É um disco subestimado. Tem algumas das canções e arranjos mais inspirados dos Byrds, incluindo experiências com moog, algo raro na música pop da época. Foi a despedida de David Crosby. Em seu lugar, há um cavalo preto na capa! Top: Artificial Harmony, Tribal Gathering e Draft Morning.

Sweetheart of the Rodeo Sweetheart of The Rodeo (1968) 5 estrelas

Uma obra-prima que demorei pra assimilar, o que geralmente acontece com os discos de country-rock (Não gostava do Nashville Skyline do Dylan, hoje é meu favorito). Gram Parsons entrou na banda e deu um novo gás. Top: Nothing Was Delivered, You Ain’t Going Nowhere e The Christian Life.

Dr. Byrds & Mr. Hyde Dr. Byrds & Mr. Hyde (1969) 3 estrelas

O primeiro disco meia boca dos Byrds. Tem boas canções, guitarras mais pesadas, mas é bem desleixado e preguiçoso. A maioria das músicas soa muito melhor no disco ao vivo no Fillmore West que saiu em 2000 e pode ser encontrado baratinho nos balaios das lojas americanas da vida. Top: This Wheel’s on Fire, Drug Store Truck Drivin’ Man e Candy.

Ballad of Easy Rider The Ballad of Easy Rider (1969) 3 estrelas

Mais um disco meia boca.  Vale a pena pelas baladas e pelas incursões vocais de John York e Gene Parsons. Top: Ballad of Easy Rider, Gunga Din e There Must Be Someone.

Untitled Untitled (1970) 4 estrelas

Disco duplo. Um ao vivo (dispensável) e outro de estúdio (obra-prima).  McGuinn e cia novamente acham o ponto do folk-rock de beleza ímpar que sempre caracterizou o som dos Byrds. Top: Chesnut Mare, Truck Stop Girl e Yesterday’s Train.

Byrdmaniax Byrdmaniax (1971) 3meia estrelas

Um disco bonito, mas um passo atrás do resultado sofisticado de Untitled. É cheio de cordas e influência gospel. Top: Glory Glory, Pale Blue e Citizen Kane.

Farther Along Farther Along (1971) 2meia estrelas

Irrelevante na carreira dos Byrds. Curioso que, não tendo gostado da produção de Terry Melcher em Byrdmaniax, a banda correu pro estúdio para gravar o Farther Along.  Acho o anterior bem mais inspirado, inclusive nos arranjos. Esse disco fica ainda pior, considerando que 1971 é o ano de duas obras-primas de dois Byrds originais: White Light de Gene Clark e If I Could Only Remember My Name de David Crosby. Top: Bugler, Antique Sandy e Lazy Waters.

The Byrds The Byrds (1973) 3meia estrelas

A volta da formação original no último disco de estúdio. É um belo álbum, mas David Crosby, Gene Clark, Roger McGuinn e Chris Hillman podem fazer algo melhor juntos. Destaque para as canções de Clark e a versão de (See The Sky) About To Rain de Neil Young. Em compensação, há uma versão broxante para Cowgirl in The Sand,  também do loner canadense.  Top: Full Circle, (See The Sky) About To Rain e Changing Heart.

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5 respostas em “the byrds – discografia

  1. Os Byrds são realmente de derrubar o cu da bunda! Tem toda razão: a banda estava na dianteira! O “Younger Than Yesterday” é um disco PERFEITO! Vale lembrar que, apesar de lançado em fevereiro de 67, foi todo gravado em 1966 (o que só torna o feito ainda + impressionante!!!).
    Esse review da discografia foi demais! Até me obrigou a tirar os LPs da estante para uma nova (re)audição.

  2. The Byrds, que saudade de uma Banda tão marcante, ouço até hoje, e a música que marcou minha vida é Turn,Turn,Turn .

  3. eu adoro os discos dos byrds,dos stones,do crosby,still,nash young,dos mutantes,sunshines,dos…..voce conhece um disco chamado RUBBER SOUL?por favor,não de uma de fanzoca arraigado e que não encherga os outros!sim byrds são um dos melhores,mas negar a importancia e o pionerismo dos BWtles,É NO MINIMO BURRICE,OU VOCES NÃO SABEM QUE OS BYRDS ERAM NO INICIO,UMA BANDA COUNTRY?alguem ai já ouviu BUFFALO SPRINGFIELD?

    • Em algum momento desse texto eu digo que os Beatles não foram importantes? Acho que você está lendo o que não existe. Dizer que os Byrds são inventores de muita coisa não nega a invenção dos Beatles e nenhuma outra banda. Conheço sim um disco chamado Rubber Soul, lançado em dezembro de 1965. Em dezembro de 1965, os Byrds já estavam lançando o seu segundo disco: Turn, Turn, Turn! e preparando o salto maior que seria a psicodelia de Eight Miles High. O disco dos Beatles que influenciou bastante os Byrds foi o For Sale, que tem um lado folk bem acentuado e traz a Rickenbacker 12 cordas do George Harrison em algumas canções. Talvez você não deva ter ouvido o Preflyte Sessions, as primeiras gravações dos Byrds. Eles sempre tiveram uma veia country forte, mas é um erro tratar a banda como “uma banda country”, há muita coisa no caldeirão sonoro do grupo. Já ouvi (e adoro) o Buffalo Springfield sim, por quê? A banda bebeu muito na fonte dos Byrds.

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