crosby para os pais

demos

Para fechar as postagens da semana, a trilha sonora que embalou meus últimos dias: o recém-lançado disco com as demos do álbum de estréia de Crosby, Stills & Nash, de 1969. Cada coisa linda! Ouvir David Crosby solitário improvisando em Almost Cut My Hair e, principalmente, Déjà Vu é algo de outro mundo.

Já que falei muito de mães ausentes e presentes nas postagens anteriores, agora é a vez dos pais. E Crosby é o nome perfeito.  Poderia ser sinônimo de paternidade até.

É pai da psicodelia. Ainda em 1965, a cabeça cheia de ácido, raga e free-jazz, juntamente com os Byrds, concebeu uma das primeiras músicas psicodélicas: Eight Miles High. A combinação das possibilidades sonoras indianas com as dissonâncias agudas de John Coltrane deu origem a um tipo de som que varreu a música pop na segunda metade da década de 60.

Mas Crosby é ainda mais pai. E dos filhos de um casal de mulheres! Pois é, mesmo não sendo um doador ideal (consumo de drogas pesadas, transplante de fígado, problemas com o peso), Crosby cedeu seu talentoso esperma, no final dos anos 90, para o casal Melissa Etheridge e Julie Cypher.

david crosby em foto do colégio

Fiz um top 10 com as minhas favoritas dele. Como toda legítima lista de dez mais, falta muita coisa boa. Ah, pra completar as experiências paternas, eu descobri a música de David Crosby com o meu pai, quando ele me apresentou a coletânea So Far do Crosby, Stills, Nash & Young.

10 – Page 43 (1972) Soturna e esperançosa. Uma das melhores canções do excelente primeiro disco da parceria Crosby & Nash.

09 – The Lee Shore (1971) Linda balada que acabou meio esquecida no repertório de Crosby. Há uma inspirada versão no 4 Way Street do CSNY.

08 – Tribal Gathering (1968) Crosby transcendental no seu último disco com os Byrds na década de 60. Diz a lenda que ele foi mandado embora por causa da insistência pelo ménage à trois.

07 – Long Time Gone (1969) O lado mais visceral do compositor. Sem perder a classe, é claro. Foi imortalizada no filme sobre o Woodstock.

06 – Song With No Words (1971) Aqui Crosby mostra que nem precisa de palavras. Nos anos 70 cogitou-se um disco em parceria com Milton Nascimento.  Imagino o que sairia dos vocalises dos dois…

05 – Wooden Ships (1969) Clássico do disco de estréia do CSN. O duelo das vozes singelas de Crosby e Stills é sensacional.

04 – Eight Miles High (1966) Parceria com Roger McGuinn e Gene Clark. Influência da Swingin’ London, John Coltrane e música indiana em uma das obras máximas da psicodelia.

03 – Guinnevere (1969) Há poucas coisas tão bonitas quanto o encontro entre as vozes de David Crosby e Graham Nash. Um suspiro de canção.

02 – Everybody’s Been Burned (1967) A melhor música do melhor disco dos Byrds. Precisa dizer mais?

01 – Traction in The Rain (1971) É ouvir e entrar em alfa.  Nessa música, presente no primeiro disco solo If I Could Only Remember My Name, Crosby mostra o porquê do apelido “the voice”.

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